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24 de abril de 2021


Revisitando Concepções:


Há algo dentro de nós que se movimenta sempre na mesma direção. É puro instinto, uma engrenagem invisível que nos leva àquilo que mais valorizamos e que de alguma maneira nos pertence, assim como nos faz pertencer. Não há sentido concreto nisto, apenas a constatação de que as inúmeras divisões se espalham pelo mundo e, invariavelmente, criamos identidade com algumas delas. Um dom, uma filosofia, uma conduta. Nos tornamos aquilo que passeia por nossas mentes, remonta às nossas origens, dá sentido à existência. De uma maneira ou de outra, para fazermos aquilo que nos propomos fazer, não haveríamos de estar aqui por alguma outra razão.



Texto original criado em 2007 e postado em 2009.

23 de julho de 2009

A prática da aceitação


Texto extraído do Blog Zen Habits, de Leo Babauta e com ligeiras adptações

Uma das maiores fontes da infelicidade, segundo minha experiência, é a dificuldade em aceitar as coisas como elas são, sem julgar e sem desejar o contrário quando não estamos de acordo. Decidimos que não gostamos e pronto, julgamos como ruim ao invés de entender que não se trata de ser bom ou ser ruim. Trata-se apenas de ser.
Você pode aceitar as coisas como elas realmente são, sem julgamentos que levam a extremos de felicidade ou tristeza. Procure entender e aceitar: o que é, é como deveria ser. Isso pode ser aplicado em tudo: nas relações pessoais, nas relações de trabalho, no comportamento dos políticos ou em relação às más notícias que preenchem a mídia. Quando você passa a aceitar os fatos como são, sem julgamentos ou ressentimentos, você está dando um passo para criar sua própria paz interior. Você não se pegará mais dizendo 'isso é uma merda, aquilo é um saco'.

Aceitar significa não poder mudar o estado das coisas? Não. As coisas continuarão mudando, não porque você não consegue aceitá-las como são e se esforça ao extremo para mudá-las quando não atendem sua vontade; elas mudarão porque você será capaz de desfrutar do processo de mudar, aprendendo e evoluindo ao mesmo tempo.

Aceitar e entender. Os resultados virão por si mesmos.
“Sinta-se feliz com o que você tem, alegre-se pela forma como as coisas são. É quando você percebe que nada falta, que nada está fora do lugar, que o mundo lhe pertence.”

Lao Tzu

20 de junho de 2009

Otimizando o tempo

O texto abaixo foi extraído do blog Zen Habits, de Leo Babauta, que se manifesta de maneira favorável quanto à reprodução de seus artigos. Entendo que suas dicas são importantes e, sobretudo, funcionais - aplicadas no dia a dia seguramente trarão bons resultados:

É uma ironia da vida moderna que, enquanto a tecnologia segue inventando coisas que nos poupam tempo, nós o usamos para fazer mais e mais coisas, imprimindo à vida um ritmo alucinante. Ela acaba passando tão rápido que mal temos tempo de aproveitá-la!

Será que é mesmo necessário ser assim?

Um ritmo mais tranqüilo significa tempo para aproveitar as manhãs (ao invés de sair feito um louco para o trabalho), tempo para curtir o que você está fazendo. Significa adotar a prática de ‘uma coisa de cada vez’ ao invés de uma multiplicidade delas onde não há foco em nenhuma.

Diminuir o ritmo é uma escolha consciente e nem sempre fácil, mas leva a melhor apreciação da vida e maior grau de felicidade. Eis aqui algumas sugestões para fazê-lo:

1. Faça menos – É difícil diminuir o ritmo quando você tenta fazer milhões de coisas ao mesmo tempo. Ao invés disso, faça a escolha consciente de fazer menos focando naquilo que é realmente importante, naquilo que precisa ser feito, deixando o resto de lado.

2. Esteja presente - Diminuir o ritmo não é suficiente. Você precisa estar focado no que está fazendo em determinado momento. Quando você se pegar pensando no que precisa fazer, no que já aconteceu ou que ainda vai acontecer, transporte-se gentilmente para o momento presente e mantenha o foco na ação.

3. Desconecte – Não esteja conectado o tempo todo. Aprenda a deixar seu iPhone, iPod, notebook ou o que quer que seja para trás de vez em quando. Quando isso acontece, você presta atenção em outras coisas.

4. Foque nas pessoas – Muitas vezes nos encontramos com a família ou amigos e, na verdade, não estamos com eles. Falamos com eles, mas nossa atenção está voltada para outras coisas. Estamos lá, mas nossa cabeça está nas coisas que precisamos fazer. Escutamos, mas estamos pensando em nós e no que queremos dizer. Preste atenção na diferença entre estar conectado às pessoas e simplesmente encontrá-las.

5. Aprecie a natureza – A maioria de nós está em casa, no escritório ou no carro e raramente em contato com o ambiente externo. Tenha tempo para observar a natureza, inspirar ar puro ou passear pelo campo.

6. Coma devagar – Comer depressa faz com que comamos além do necessário e sem prazer. Aprenda a comer devagar e esteja presente em cada mastigação, apreciando sabores e texturas. Comer devagar traz o duplo benefício de satisfazê-lo com menor quantidade e mais gosto. Além disso, procure alimentos naturais, evite frituras, sal, açúcar e alimentos gordurosos.

7. Encontre prazer nas coisas – Além de estar focado no que estiver fazendo, aprecie. Por exemplo: quando estiver lavando louça, não procure correr com a tarefa para terminar o mais rápido possível. Sinta a sensação da água escorrendo por entre os dedos, da espuma.

8. Tarefa única – Foque em uma coisa de cada vez. Quando você sentir necessidade de pular para outra coisa, pare e respire.

9. Respire – Quando você perceber que está acelerado, pare e respire profundamente. Repita. Sinta o ar penetrando em seu corpo e o estresse saindo. Mantendo o foco em cada respiração você é transportado ao momento presente e a partir daí desacelera.


Crédito da foto: Hape gera