Cientista, não é isso? Qualquer um haverá de associar o nome ao ofício sem muita dificuldade. Einstein foi o gênio que revolucionou a física e o mundo da ciência com sua teoria da relatividade, e como tal é conhecido como uma das mentes mais brilhantes - senão a mais brilhante - que já colocou os pés neste planeta. O que pouco se conhece a seu respeito são suas incursões por outros campos, pensamentos colocados de forma magistral como os que transcrevo abaixo: "Que estranho destino de nós, mortais! Aqui estamos por um breve período, não sabemos com que propósito ainda, mas as vezes achamos que o percebemos. Mas não é preciso refletir muito para saber, em contato com a realidade cotidiana, que a gente existe para as outras pessoas. Em primeiro lugar, para aqueles de cujo sorriso e bem-estar depende totalmente a nossa própria felicidade e, depois, para muitos outros, para nós, desconhecidos, a cujo destino estamos ligados por laços de afinidade. Eu recordo cem vezes por dia que minha vida interior e minha vida exterior se apoiam no trabalho de outros homens, vivos e mortos, e que devo me esforçar para dar na mesma medida em que recebi e sigo recebendo. Me atrai profundamente a vida frugal e costumo ter a absoluta certeza de que absorvo uma quantia indevida do trabalho de meus semelhantes. As diferenças de classe me parecem injustificadas e, em última análise, baseadas na força. Creio que também é bom para todos, física e mentalmente, levar uma vida simples e modesta".
"Sempre me pareceu absurdo, de um ponto de vista objetivo, buscar o significado de nossa própria existência ou de outras criaturas. E, no entanto, todos temos certs ideais que determinam a direção de nossos esforços e julgamento. Neste sentido, nunca persegui a comodidade e a felicidade com fins em si mesmos. Chamo a esta colocação ética e o ideal da pocilga. Os ideais que iluminaram meu caminho e me proporcionaram uma ou outra vez novo valor para enfrentar a vida alegremente foram a beleza, a bondade e a verdade. Sem um sentimento de comunhão com os homens de mentalidade similar, sem ocupar-me do mundo objetivo, sem o eterno incansável das tarefas da arte e da ciência, a vida teria me parecido vazia. os objetos triviais de esforço humano - posses, sucesso, público, luxo - sempre me pareceram desprezíveis".
"O que é realmente valioso no espetáculo da vida humana não é, na minha opinião, o estado político, mas o indivíduo sensível e criador, a personalidade. Só isso cria o nobre sublime, enquanto o rebanho como tal se mantém torpe no sentimento. Esse tema me leva ao pior produto da vida de rebanho, o sistema militar, que detesto. Que um homem possa sentir prazer desfilando ao compasso de uma banda é suficiente para que eu o desconsidere. Esta praga da civilização deveria ser abolida o mais rápido possível. Que vil e desprezível é a guerra".
Gênio em todos os sentidos, Einstein declarou que, se não fosse cientista, teria sido músico. Sensibilidade ele tinha de sobra.





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