30 de janeiro de 2010

Mensagem Dele I


Galerinha da Terra,


Hoje acordei meio irado, sei lá. Fiquei pensando se realmente valeu a pena a criação de vocês aí embaixo, nesse pedacinho do universo que eu, em toda minha misericórdia, emprestei a vocês. Na melhor das intenções, claro. Aliás, nunca é demais lembrá-los, vocês são hóspedes desse espaço, condição permanente de quem se encontra de passagem. E, como tal, deveriam ter mais respeito com quem lhes dá abrigo. Engraçado isso... Porque quando vejo vocês comendo nos seus sofisticados restaurantes, por exemplo, não os vejo cuspindo no chão, atirando a comida no garçom ou limpando a boca na toalha. E a educação parece que para por aí. Porque quando se trata de respeitar vosso anfitrião, o 'pálido ponto azul' chamado Terra, a atitude é outra. Exploração em nome do lucro, essa é a máxima, ainda que o efeito seja destruidor. Vocês não são tão burros como parecem, eu sei. Claro que sabem o que seus atos causam, só não se preocupam com eles porque também sabem que os reflexos só aparecem lá na frente, quando as gerações futuras terão que pagar o preço. Hello! O futuro já chegou, vocês fazem parte da geração que arca com os danos. Não deu pra perceber ainda? Esse seu anfitrião anda dando suas chacoalhadas... Manja picada de pernilongo? Aquela coisa chata que começa a coçar e você se irrita, coça, resmunga, enfim... Reage! Pois não lhes parece óbvio que a Terra faz o mesmo? Vocês a maltratam, pilham, violam, esgotam e querem que ela cruze os braços e fique só tomando na cabeça? O problema, mortais, é que a reação do planeta é proporcional ao seu tamanho, o que significa dizer que uma coçadinha na picada equivale a um tsunami. Aí, como é de se esperar, paga com a vida quem não tem nada a ver com a história.

Bom, vou ficando por aqui porque acordei cedo e essa conversa me dá o maior bode. Já não tenho mais paciência pra lidar com um bando de criancinhas mimadas que ficam choramingando e esperando que a mãe faça tudo, seja a eterna provedora. Fica aqui o meu recado: a hora que essa mãe se encher o saco e virar aquela porrada, não vai sobrar ninguém pra contar a história. Tá na hora de vocês pensarem na mãe com um pouco mais de carinho, antes que seja tarde. Depois não adianta chorar, não vale dizer que eu não avisei...
Fui!
PS.: eu demoro pra pegar no sono. Por isso peço que, ao menos pelos próximos 30 dias, parem de ficar me pedindo coisas!

28 de janeiro de 2010

Just Breathe!

Acordes se perdem no infinito em inspiração divina.
Melodia, corações, sutilezas...

By Pearl Jam

video

11 de janeiro de 2010

The Phérias!




Out por 15 dias, merecido descanso do guerreiro. Volto 26/1 cheio de gás, com novos posts e vida. Ah, o Mogli da foto é meu sobrinho querido, o Vitinho... Até a volta!

6 de janeiro de 2010

Pagando o preço (parte I)



Até que ponto somos responsáveis pelas mudanças climáticas que o planeta tem apresentado ao longo dos últimos anos não dá pra dizer com absoluta precisão. Mas que nossa parcela de irresponsabilidade contribui, e muito, não resta a menor dúvida. Meu ponto é simples e despido de qualquer pretensão filosófica ou mistério: plantou, colheu. E fim de papo. Se o objetivo do homem é fazer deste 'pálido ponto azul' fonte inesgotável para sustento de seus caprichos, está na hora - ou melhor, já passou da hora! - de rever seu modo de vida. A indústria e o sistema de transporte, por exemplo, dependem de fontes não renováveis de energia como o carvão ou o petróleo, cuja queima concentra maior quantidade de gás carbônico na atmosfera e eleva a temperatura do planeta. Claro que não podemos mudar, pensar no colpaso do sistema é totalmente insano, levaria ao colapso financeiro e ao fim do mundo. E não é que chegamos ao mesmo ponto, de uma maneira ou de outra?


Escolhemos o caminho mais doloroso, aquele que sacrifica vidas e mexe com o equilíbrio da Terra. Londres enfrenta o pior inverno dos últimos 30 anos, não é preciso falar das chuvas que se precipitaram sobre o Rio e que causaram desmoronamentos em Angra. É como se em um sistema regulado pela troca tivéssemos que disponibilizar o que nos é mais precioso, em nome dessa relação vampiresca que mantemos com o planeta. Se nos anos 70 não havia limites para o descaso - a indústria americana produzia banheiras móveis que bebiam gasolina sem precedentes - tampouco havia a preocupação com as possíveis consequências. O que talvez não tenham se dado conta - ou sarcasticamente o fizeram - é que armaram a bomba relógio para que explodisse em nossas mãos.
Em o último mensageiro, o tema foi abordado da seguinte forma:

"Se eram interesses econômicos que estavam em jogo, que ficasse então sob responsabilidade das gerações futuras os possíveis reparos. Afinal de contas, não era pensando nelas que o sistema se perpetuava? O mundo precisava de estabilidade, consumo e conforto e havia somente um caminho que garantia tais necessidades: o mesmo que a humanidade optara por trilhar desde a revolução industrial. Exigia um certo sacrifício da natureza, é verdade, mas ela não estava lá para isso? Somos nós os degenerados que trabalham até a exasutão, na maioria das vezes sabendo o momento de parar antes que sobrevenha o colapso. Mas quando se trata de um planeta cheio de recursos, que diferença faz uns anos a mais ou a menos em meio a mais de 4 bilhões desde sua suposta origem? Quando o momento definitivo chegar, as tais gerações futuras terão à sua disposição novas tecnologias, prontas a reverter qualquer prognóstico mais pessimista, prontas a carregar o fardo por elas herdado sem maiores consequências. Ou não?"

Ainda estamos longe disso. E seguiremos colhendo o que plantamos...