29 de julho de 2009

A criação a serviço da vida


Diferentemente do que foi colocado no último post, quando a criação prestou-se a mero instrumento de vendas, aqui, ao contrário, faz uma reverência à vida. E que reverência! Sem mais delongas, vamos a ela, lembrando apenas que, uma vez mais, estamos falando de um elemento essencial à vida e que fará a diferença em futuro não tão distante: a água. Aqui, o coral imita a chuva, iniciando com ligeiros pingos, aumentando de intensidade até virar uma tempestade e depois recolhendo-se silenciosamente. Boa viagem!



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25 de julho de 2009

O efeito Evian

Evian. Famosa marca de água mineral de origem francesa pertencente ao grupo Danone e produzida às margens do lago Genebra, na fronteira com a Suiça. Na prática, podemos chamar de glamour engarrafado. É a marca de água mais vendida no mundo, 1,5 bilhão de garrafas comercializadas por mês em cerca de 125 países. Faturamento razoável, não?

É o que permite às marcas tornarem-se expressivas e conquistarem seu espaço no mundo da comunicação, criando uma aura mística ao redor de sua imagem e fazendo o possível, as custas de milhões em investimento publicitário, para se perpetuarem na mente do consumidor. Um "vácuo privilegiado" (não sei de onde tirei isso, mas vou diminuir o vinho) a projetar seus 'mandamentos' como verdades absolutas, criando padrões mundo afora e convencendo milhares e milhares de pessoas a fazer parte de seu mundo (os mais velhos haverão de se lembrar do 'Venha para o mundo de Marlboro'). Assim nascem as grandes bobagens e a dependência psicológica no sórdido mundo da comunicação. Eu mesmo faço parte dele.

O comercial abaixo retrata bem o que desejo expressar, foi justamente por vê-lo (recebi por email do amigo Marcos Mello) que decidi escrever este post. A minha pergunta: até que ponto a comunicação pode se apropriar dos nossos valores e adaptá-los aos seus para que, em última instância, a venda se consuma? A aura de propriedade, alheia à realidade, deve manter o ciclo produção-comunicação-consumo a qualquer custo?

A resposta é não. Não se pode violar a natureza humana ou seus princípios apenas para que o ciclo não se rompa.

O filme, a primeira vista, é uma gracinha. E é mesmo! Nenês de patins, dançando rap, fazendo estrepolias, enfim, vivendo situações que não pertencem ao seu mundo, mas que se enquadram perfeitamente na lógica do vácuo privilegiado. Então, meus amigos, tá valendo. É Evian, e Evian tem esse poder! Estivesse o filme em outro contexto - uma mostra de cinema ou um curso de animação, por exemplo - e acho que valeria a pena. Mas toda essa caracterização para... Vender água? Não nos faz passar por um bando de idiotas que acha sensacional e aumenta o consumo (estamos falando de água!) porque a imagem dos nenês remete ao resgate da jovialidade? Que mundo besta é esse que cria códigos aparentemente simples, mas que no fundo só servem para mascarar a lógica perversa do ciclo (o tal da produção-comunicação-consumo de novo). E pensar que tem gente que morre de sede mundo afora...

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23 de julho de 2009

A prática da aceitação


Texto extraído do Blog Zen Habits, de Leo Babauta e com ligeiras adptações

Uma das maiores fontes da infelicidade, segundo minha experiência, é a dificuldade em aceitar as coisas como elas são, sem julgar e sem desejar o contrário quando não estamos de acordo. Decidimos que não gostamos e pronto, julgamos como ruim ao invés de entender que não se trata de ser bom ou ser ruim. Trata-se apenas de ser.
Você pode aceitar as coisas como elas realmente são, sem julgamentos que levam a extremos de felicidade ou tristeza. Procure entender e aceitar: o que é, é como deveria ser. Isso pode ser aplicado em tudo: nas relações pessoais, nas relações de trabalho, no comportamento dos políticos ou em relação às más notícias que preenchem a mídia. Quando você passa a aceitar os fatos como são, sem julgamentos ou ressentimentos, você está dando um passo para criar sua própria paz interior. Você não se pegará mais dizendo 'isso é uma merda, aquilo é um saco'.

Aceitar significa não poder mudar o estado das coisas? Não. As coisas continuarão mudando, não porque você não consegue aceitá-las como são e se esforça ao extremo para mudá-las quando não atendem sua vontade; elas mudarão porque você será capaz de desfrutar do processo de mudar, aprendendo e evoluindo ao mesmo tempo.

Aceitar e entender. Os resultados virão por si mesmos.
“Sinta-se feliz com o que você tem, alegre-se pela forma como as coisas são. É quando você percebe que nada falta, que nada está fora do lugar, que o mundo lhe pertence.”

Lao Tzu

21 de julho de 2009

Comentários

Caro amigo(a), não sei porque cargas d'água esse blog não permite o acesso à página de comentários, a mensagem 'esta operação deverá ser cancelada' aparece direto e eu não consigo resolver! Pra quem quiser efetivamente entrar, sugiro que, depois que a mensagem aparecer, o enter for dado e a página saltar para o vazio, é só apertar o botão de volta lá em cima, à esquerda, que a página abre normalmente. Desculpem pelo transtorno!

18 de julho de 2009

Um mundo de máscaras

Durante 8 anos o psicólogo social Fernando Braga da Costa, no intuito de concluir sua tese de mestrado, trabalhou como gari varrendo as ruas da USP. Segundo ele próprio, que diz ter vivido como um ser invisível no período,'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência'. Professores e colegas que o conheciam dos corredores da USP simplesmente o ignoravam, não pelo fato de ter assumido um papel menos considerável dentro da estrutura funcional da sociedade, mas porque ele havia deixado de existir. Aos olhos daqueles, é como se o trabalhador fosse mera peça motriz, alguém que exerce função tão básica que não merece a mesma consideração (como se isso pudesse variar de ser humano para ser humano de acordo com sua instrução, cultura e posição). ''Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste ou em um orelhão'.




Tamanho preconceito. Me lembro certa vez de ter ido visitar minha cunhada em seu escritório e um dos porteiros era um antigo funcionário do prédio onde eu tinha escritório (ambos condomínios eram administrados pela mesma empresa). Cumprimentei-o e na entrada e me lembro que ao sair, já na hora do almoço e em meio à multidão que deixava o prédio, estendi-lhe a mão e lhe desejei boa sorte. Para meu espanto, ouvi uma voz feminina que em tom suave fez o seguinte comentário: "Você viu que coisa mais ridícula? Um cara de terno dando a mão para o porteiro". Aquilo me pegou de tal forma (imagino que ela tenha pensado que passaria desapercebido no meio daquela gente toda) que no mesmo instante fui atrás e perguntei qual era o problema. A mulher (a princípio achei que se tratava de alguém mais velho, cheio de recalques e tal, mas devia ter seus 30 e poucos anos) simplesmente me ignorou, como se não tivesse sido ela a emitir o infeliz comentário. Senti que ela se incomodou com minha reação, mas alguém com este tipo de comportamento não precisa mais do que 30 segundos para se recompor e voltar a habitar seu mundinho...


A verdade é que experiências como estas reforçam os abismos sociais que criamos e fomentamos, sempre de olho no papel representativo que cada um desempenha. Se o cara é um deputado ou jogador de futebol, tapete vermelho nele. Mas se é gari ou porteiro... Vamos criando nossos guetos e neles nos fechando, não apenas para permanecer alheios à miséria que nos cerca, mas para não deixar que ela invada nosso dia a dia e não o polua visualmente.


Respeitar e interagir ainda é um exercício de difícil prática para a raça. Finalizo com as palavras de Abel para seu companheiro de viagem:
"Compartilhar o que temos de melhor, sem questionar o quanto isso nos afeta como indivíduos, é o caminho que abre as portas para o amor fraternal e solidário. É exatamente disto que este planeta precisa"!


Foto: Aplomb

14 de julho de 2009

UM SOCO NO ESTÔMAGO

Foi durante um agradabilíssimo jantar (ironias da vida), na noite de ontem, que um tema maluco veio à baila: reza a lenda que um cidadão que mantém contato com extraterrestres foi perguntado por estes seres como os bebês aqui nascidos eram 'alocados'. Em maternidades, respondeu o cidadão. 'Em conjunto?', indagaram os seres. 'As vezes sim, quando estão com os outros bebês no berçário. Também são levados para os quartos de suas mães, até mesmo ficam por lá. Depois de 3 ou 4 dias seguem pra casa com seus pais'. Curioso, o cidadão perguntou como eles, ETs, faziam. 'Nós também os deixamos em grupos. A diferença é que estes grupos são formados por milhares e milhares de bebês'. 'Milhares?' o homem perguntou. 'E como vocês fazem para localizá-los depois?'. 'Nós não fazemos isso'.'Não? E como sabem quais são seus filhos?'. Um dos ETs pousou a mão no ombro dele e, sorrindo, respondeu: 'Todos são nossos filhos'.



Há, logicamente, um componente de perda nessa história. Estar distante daqueles que geramos, daqueles que carregarão e perpetuarão nosso material genético, soa inconcebível. Por outro lado, estende o campo de visão a outros seres da mesma espécie, mesma sociedade, enfim, mesma família, sem restringir apenas a este núcleo. Alcançaríamos a plenitude quando conseguíssemos chegar ao meio termo, ampliando nossa capacidade de amar além desses laços.

Isso, em definitivo, não sabemos fazer (parto da generalização, obviamente). Outrossim e não estaríamos à mercê das barbaridades que se multiplicam planeta afora, justamente porque não damos a menor importância a quem a nós se assemelha. O filme aí embaixo - extraído do blog 'PANACEA' do meu amigo Haroldo Gutierrez, nobre batalhador das justas causas - por exemplo, foi o vencedor de um um festival de curtas intitulado “Food, taste and hunger” (Comida, sabor e fome), exibido em 2006 durante o 56º. Festival de Berlim. Um verdadeiro soco no estômago capaz de sensibilizar até aqueles que nunca se preocuparam com o assunto. Faça um favor a você mesmo: assista até o fim.

Naturalmente,dar as costas e fingir que não é com você é sempre o caminho mais fácil.


Foto: IHeart DimSum

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11 de julho de 2009

Teoria de Gaia

Corria o ano de 1969 quando James Lovelock, pesquisador e ambientalista britânico, trouxe à luz sua Teoria de Gaia, também conhecida como Hipótese de Gaia. A idéia considera o planeta Terra como um imenso ser vivo que regula suas próprias funções e reage, sempre que necessário, às atitudes exploratórias sem limites do ser humano.

Vivemos um tempo de caos ambiental, onde a estabilidade do planeta é o que menos importa diante de interesses econômicos escusos. Nesse vale tudo, a queima de combustíveis fósseis como o carvão e o petróleo, além do desmatamento sem medidas, contribuem sistematicamente para o aquecimento do planeta, que cedo ou tarde perderá sua condição de 'habite-se' em áreas continentais. Esse é o preço que as gerações futuras haverão de pagar em nome da ganância e irresponsabilidade de quem hoje detém o poder político e os meios de produção. O processo é irreversível.


O mensageiro abre com o retorno de Abel ao Brasil, depois de sua estadia em Bali, e suas primeiras reflexões sobre o tema:

"Eu me perguntava que tipo de transtorno estávamos causando ao planeta para que reagisse de maneira tão contraditória, indignado que parecia estar diante do descaso e da insensatez humana. Que tecnologia maligna era essa, afinal, que insistia em justificar seus erros em nome do progresso, ainda que isso pudesse comprometer a mais básica das estruturas? Haveria mesmo de existir, em sã consciência, algo mais importante do que a própria saúde da Terra?"


A resposta, em tese, deveria ser simples e recheada de bom senso, mas estas são características que se afastam cada vez mais da natureza humana. Não há como negar que o futuro sombrio se aproxima e nós, conscientes, tentamos afastá-lo fazendo nossa parte. Se cada um fizesse a sua...

O vídeo abaixo, do grupo Greenpeace, corrobora a Teoria de Gaia e mostra uma animação muito interessante da 'respiração da Terra'. Pede preservação dos oceanos, já que deles advém metade do oxigênio que respiramos. O mundo é tão descabido que logo nem isso mais teremos, ou pior, seremos obrigados a pagar para tê-lo!


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5 de julho de 2009

A longa distância da lei ao bom senso



A verdade é que lei e bom senso nem sempre falam a mesma língua. Basta um político metido a besta inventar uma estupidez qualquer que vire projeto de lei, seja aprovada pela maioria da câmara e pronto, o estrago está feito, seja em Brasília ou em Bom Jesus dos Perdões. O que ocorre, via de regra, é que estas invenções, motivadas por ideais oportunistas que em nada contribuem para o desenvolvimento social e econômico de uma comunidade, privilegia bolsos de pequenos grupos e dos próprios autores, destituídos de virtude ou ética. O CQC exibiu, na semana passada, matéria em Americana, interior de SP, em que duas ruas foram literalmente vendidas para uma empresa textil, se não me engano, em troca de uma ambulância, reforma de creche e otras cositas mas que é dever e responsabilidade do estado providenciar. Ora, as ruas foram fechadas e a comunidade local se revoltou porque simplesmente deixou de transitar por espaços que até então lhes eram convenientes, tendo que dar voltas para chegar onde precisavam. Para piorar, as contrapartidas da empresa, que sequer haviam saído do papel, só começaram a andar pela presença da reportagem. Onde estava o bom senso dos veradores da cidade se sob sua tutela encontra-se, em teoria, o bem estar de seus cidadãos? Quanto esses caras não devem ter recebido por fora para aprovar tamanho absurdo?

Seguindo o tema, sem dissociá-lo da última palavra do parágrafo acima, pense na seguinte situação: você está feliz da vida, celebrando seu casamento ao lado da família e dos amigos. A bebida rola solta, a música comanda o ritmo, a aura de felicidade que toma conta do ambiente é indescritível. E então aparece um fiscal e lhe autua em flagrante. O delito: violação de direitos autorais, mais especificamente das músicas que tocavam ao fundo!

Parece piada de mau gosto, mas não é. O Ecad, sigla para escritório central de arrecadação e distribuição, é uma sociedade civil que "zela" pelos direitos das músicas que são executadas pelo país em locais ou eventos públicos. Se o orgão entender que o uso da música possui fins lucrativos... Tá ferrado. Foi o que ocorreu em um casamento em Vila Velha, ES, em uma modesta recepção no salão do sindicato dos panificadores que tocava hinos evangélicos. Nos anos 60, Charles de Gaulle, presidente da França, disse que o Brasil não era um país sério. E quase 50 anos depois a frase continua cheia de sentido.

É certo que a pirataria e os downloads via internet reduziram os ganhos do mercado fonográfico, mas daí a compensar a perda com ridicularidades como essa é reforçar as palavras de De Gaulle. Um orgão fiscalizador que cria suas próprias leis e as faz cumprí-las, dentro do que é de seu interesse, apenas aumenta a distância sobre a qual eu me referia. Lá se vai o bom senso... Haveria como justificar de outra maneira, por exemplo, a autuação de uma barbearia no centro de São Paulo, que deve pagar direitos autorais pelos últimos 9 anos em que a TV ficou ligada? No noticiário, disseram os donos. Vinhetas e chamadas também valem, disseram os fiscias. R$ 12 mil de prejuízo. Socorro, De Gaulle!

Em tempo: no mês passado, a assembléia legislativa de São Paulo publicou um relatório sobre a CPI que investigava o Ecad. Conclusões: falsidade ideológica, sonegação fiscal, apropriação indébita, enriquecimento ilícito, formação de quadrilha e abuso do poder econômico. Que moral! Será que os caras estão querendo concorrer com o congresso?

Crédito da foto: desolate places

2 de julho de 2009

Andrew Hann em revista

O entrevistado desta semana no Blog do Mensageiro é Andrew Hann, o agente da CIA incubido de colocar um fim à trajetória de Abel Antunes. O pouco tempo de convívio entre os dois, entretanto, parece ter sido suficiente para que Hann colocasse em dúvida seus valores e sua ética, repensando a forma que vinha conduzindo sua vida até então. Abaixo, os principais trechos de sua entrevista:




BDM: Como foi seu primeiro contato com o Mensageiro?

AH: Através de uma foto. Eu havia recebido ordens de vir ao Brasil para investigar fenômenos de natureza desconhecida, ao menos essa foi a justificativa usada por meus superiores. Quando recebi o arquivo de Abel e a missão, percebi do que se tratava na verdade. Eu estava no país para sequestrar um cidadão brasileiro e entregá-lo ao exército americano em solo paraguaio.


BDM: E isso não o abalou? Não se sentiu traído?

AH: Por ter sido trazido ao Brasil sob um pretexto falso? Claro que sim. Foi como ser convocado para entrevistar Madre Teresa e se deparar com Fernandinho Beira Mar, entende? Obviamente fiz papel de idiota, mas nem por isso deixei de levar adiante a missão para a qual fui designado.


BDM: Entregar o mensageiro, você quer dizer. Como Judas.
AH: Como Judas? Eu não havia pensado nisso. Eu até o beijei, não é surreal?



BDM: Soa mais como traição.
AH: Pois aí é que você se engana. Desde a primeira vez que coloquei os olhos nele sabia que havia algo especial e tive minha confirmação depois, quando ele se livrou de todo o esquema de segurança armado a sua volta. Ambos sabíamos o que estava em jogo e a parcela de responsabilidade que cabia a cada um. Ele sabia o que estava fazendo, abriu meus olhos e cheguei à conclusão que entregá-lo, diante do que ele era capaz, não faria a menor diferença.


BDM: Você deve estar se referindo aos milagres, Abel falou sobre isso em nossa entrevista. Do que é que estamos falando exatamente?
AH: De poderes, cara, poderes que estão há anos luz do nosso entendimento. Seria inútil da minha parte explicar o que esses olhos viram, você pensaria que sou louco. Imagine, se até chuva o cara foi capaz de fazer parar...

BDM: Então você confirma a existência destes poderes?
AH: É como eu disse, falar de nada vale. Tenho certeza que, no devido tempo, você também será capaz de testemunhar o que esse homem é capaz de fazer. É sua energia, não sei... Embora estivéssemos em campos opostos, ele parecia harmonizar o ambiente e equilibrá-lo.


BDM: E isso se refletiu em alguma mudança em você? O Andrew Hann que entrou nessa história foi o mesmo que saiu?

AH: De maneira nenhuma, conviver com Abel fez toda a diferença. Passar esse tempo com ele foi a experiência mais enriquecedora da minha vida, pude rever meus valores e conceitos. Não fosse isso e eu provavelmente estaria em alguma sala em Langley, esperando pela próxima missão. Ao contrário, consegui estabelecer novos rumos pensando no que sou capaz de fazer pelo meu semelhante, na energia que conseguimos produzir quando trabalhamos em conjunto. E isso, agora percebo, é o que faz esta vida valer a pena. Uma vez ele me disse: siga seu instinto, seja aquilo que o seu coração lhe diz para ser. E é exatamente isso que estou fazendo.


Andrew Hann mudou sua história, mas contar aqui como ela acaba seria indelicado. Vida longa àqueles que encontram o caminho!